Henrique Mélega – TCBC


HENRIQUE MÉLEGA, renomado cirurgião paulista, nasceu a 5 de junho de 1915 em Sares de Oliveira (Estado de São Paulo).

Diplomou-se em 1940 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tendo realizado em 1950 e 1959 viagens de estudo a Portugal,França e Estados Unidos, freqüentando serviços de Cancerologia e de Cirurgia. Médico na verdadeira acepção da palavra, serviu a seus doentes com desvelo sem par. Cirurgião dos mais competentes, foi chefe do Serviço de Cirurgia do Instituto Central – Hospital Antônio Candido de Camargo e chefe do Laboratório de Cirurgia Experimental da Escola Paulista de Medicina.

Auxiliou a fundar a Faculdade de Medicina de Taubaté, tendo sido duas vezes presidente da “Associação Paulista de Medicina”. Pioneiro dos estudos de Cancerologia em nosso meio, foi autor de numerosos trabalhos nesta disciplina, destacando-se o livro publicado em Paris, pela Companhia Masson, em colaboração com o Prof. Antônio Prudente. Homem simples, de sorriso fácil, magnânimo, solidário por natureza e convicção, Mélega permaneceu entre nós. No auge de sua brilhante carreira, nunca procurou atitudes que o afastassem ou distinguissem das criaturas comuns que povoam as ruas.

O modelo de profissional tornou-se um modelo de humildade. Faleceu o ilustre colega a 7 de janeiro de 1971. Ao lado de sua atuação como docente e profissional, Henríque Mélega deixou vasta contribuição científica nos campos da Cirurgia e da Cancerologia, através de diversos trabalhos e conferências. Por meios próprios, valendo-se apenas da colaboração de amigos, construiu o Laboratório de Cirurgia Experimental da referida cadeira.

Em 1947 fundou o Centro de Estudos da cadeira de Técnica Operatória em Cirurgia Experimental da Escola Paulista de Medicina, promovendo dezenas de reuniões científicas, com a participação de professores e alunos. Sua tese de docência versou sobre “Amputação inter-ileo-abdominal”, tendo sido publicada pela revista “Lyon Chirurgicale”, em 1955. Membro honorário de várias entidades médicas, enalteceu a sua classe, servindo-a de todos os modos.
Morto em pleno fastígio, não conheceu a velhice e muito menos a decadência. Desapareceu como um relâmpago que iluminasse inopinadamente um círculo de trevas. A sua vida foi um deslumbramento e a sua memória haverá de permanecer na história da medicina brasileira.

Homem essencialmente bom, praticou sempre a caridade obscura. Coerência de atitudes, compreensão humana das coisas, tolerância equânime para tudo e para todos, paciência quase evangélica, o enquadrariam, a pouco e pouco, e cada vez mais, no seio da sociedade paulista. Em Henrique Mélega tudo se aliava, numa riqueza de atributos que o fariam uma personalidade à parte dentro de sua classe e um grande expoente dentro da nossa comunidade. O berço deu-lhe a pureza de sentimentos e a vida o entendimento irrestrito das vaidades e aspirações alheias.

Símbolo e padrão do exercício da Medicina, Henrique Mélega deixou-nos um belo exemplo, assentando no trabalho médico desinteressado o fulcro de sua atuação, de ressonância imorredoura na lembrança dos paulistas.

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